... pilhas e pilhas e pilhas... Onde estamos?!
Deixamos o centro da cidade há anos para desbravar a selvagem Barra Funda. Sim, como verdadeiros colonizadores, as Justiças Criminal e Trabalhista ergueram sua civilização e impuseram um ritmo distinto à região. Grandes prédios comerciais e residenciais despontam no novo cenário. Advogados caminham apressados, tomam café, instruem e já podem mesmo engraxar seus sapatos nas calçadas sem perder o foco. A região possui hoje, não os mais baratos, mas os melhores "Kilos" da cidade. Os estacionamentos proliferam.
Mas a Barra tem história, os trilhos do trem que o digam! Alguns dos primeiros registros de rodas de samba em todo país aparecem em torno da estação, ainda no século XIX, em virtude do comércio de negros para as fazendas do interior do Estado. Neste sentido, hoje contamos com a simpática e maloqueira Camisa Verde e Branco, tradicional escola de samba paulistana, com a Mancha Verde e a Tom Maior, além da roda da Rua Anhanguera, num boteco fuleiro mas de muita qualidade boêmia. E o bairro ainda conta com um bloco que desfila pelas suas ruas no final de semana que antecede o Carnaval, o animadíssimo e imperdível "Classe A", baseado no homônimo time de futebol de várzea. O outro time é o Anhanguera, melhor estruturado e que costuma trazer grandes sambistas à sua sede uma vez por mês.
Mas onde estávamos, mesmo?!
Claro, atestam e reforçam esse desenvolvimento da Barra Funda a TV Record (há muito tempo na área), um campus da UNESP, o Memorial da América Latina, o Theatro São Pedro (teatro de ópera da cidade), a Casa Mário de Andrade (onde morou o ilustre pensador e que hoje abriga um museu em sua memória), a Federação Paulista de Futebol, os Centros de Treinamento do Palmeiras e do São Paulo, algumas importantes boates "underground", destacados motéis, quadras de futebol society... E MUITO MAIS!!
... pilhas e pilhas e pilhas...
É ver pra crer!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
INÍCIO DE EXPEDIENTE
Diariamente milhões de trabalhadores seguem suas rotinas. Porém tudo sempre muda e é aí que a porca torce o rabo.
"E agora, João?!" (direitos reservados*)
Eis que o cidadão mete o patrão no pau, essa é que é a verdade! Agora, meu irmão, meu chapa, é... acompanhar o processo.
Em resumo, diariamente a Justiça do Trabalho de uma mégalópole como São Paulo recebe algo em torno de 1000 novos processos trabalhistas, um volume.. incrível! Para cuidar dessa avalanche processual (termo técnico para pilhas e pilhas e pilhas...), existem equipes especialmente selecionadas e treinadas que, como poderíamos ilustrar, encaram essa bucha diariamente.
O extraordinário estado de concentração a que estes profissionais têm que se submeter resulta comumente na formação de linhas ideológicas quase que exóticas se comparadas ao que vemos normalmente por aí.
Assim, como numa ficção de Asimov, ou Tarkovski, ou num desfile de Joãozinho Trinta, personagens entram e saem de cena, no passado e sempre para o futuro, neste pequeno universo chamado...
E agora?! Como será chamada essa célula?! CINQUENTA E TRÊS ou CINCO TRÊS?!
Sei lá.
"E agora, João?!" (direitos reservados*)
Eis que o cidadão mete o patrão no pau, essa é que é a verdade! Agora, meu irmão, meu chapa, é... acompanhar o processo.
Em resumo, diariamente a Justiça do Trabalho de uma mégalópole como São Paulo recebe algo em torno de 1000 novos processos trabalhistas, um volume.. incrível! Para cuidar dessa avalanche processual (termo técnico para pilhas e pilhas e pilhas...), existem equipes especialmente selecionadas e treinadas que, como poderíamos ilustrar, encaram essa bucha diariamente.
O extraordinário estado de concentração a que estes profissionais têm que se submeter resulta comumente na formação de linhas ideológicas quase que exóticas se comparadas ao que vemos normalmente por aí.
Assim, como numa ficção de Asimov, ou Tarkovski, ou num desfile de Joãozinho Trinta, personagens entram e saem de cena, no passado e sempre para o futuro, neste pequeno universo chamado...
E agora?! Como será chamada essa célula?! CINQUENTA E TRÊS ou CINCO TRÊS?!
Sei lá.
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